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segunda-feira, 11 de julho de 2011


Meu amor, quero cobrir a nossa cama de pétalas, encher a jarra que me deste de folhas, a desmaiarem pelos móveis, como se um bonito jardim tivesse tomado conta da nossa casa. Depois, espalharei algumas velas de todos os perfumes, cores e tamanhos pela casa.
Coloco no vinil a nossa música que embalar-nos-á com carinho e suavidade. Enganaremos as horas, os minutos e os segundos e a noite que a Bíblia teme em chamar-lhe de trevas, transformar-se-á, num autêntico paraíso do amor. Fecho as janelas, as portas e os meus pensamentos para o mundo, porque não nos interessa. Vamos dançar, descalços no chão frio. Agarra o meu corpo, e puxa-o para a nossa cama. Abraça-me, como se fossemos um único corpo, um único coração a bater docemente. Nós, merecemos. Olha, hoje vou-me despir para ti. Deixei a vergonha e o medo, lá fora. Hoje vou mostrar-te o que já não tenho: o meu peito consumido pelo cancro. Quero que me perdoes e quero que toques nas peles que restam. Juro-te, por Deus, que não foi por mal.

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